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complete scoundrel


Mitos fãs podem tentar dizer o contrário, mas a própria Wizards of the Coast já admitiu – o que mais vende em D&D 3.5 é regra. A série Complete é um bom exemplo. Voltada para aumentar o número de opções dos personagens, é focada na oferta de novas classes, classes de prestígio e talentos. Lá fora, tais suplementos acabaram de chegar na sua “segunda geração”. E não parece haver fim para esse tipo de livro, pois vale lembrar que o D&D 3.0 teve sua própria série de livros com conteúdo similar (todos já traduzidos para o português, como Punhos & Espadas).
Para quem não conhece, a série Complete foi inicialmente composta por quatro suplementos: Complete Warrior (Livro do Guerreiro), Complete Divine (Livro do Divino), Complete Arcane e Complete Adventurer. Cada suplemento contém novas classes básicas, classes de prestígio, novos talentos, magias, itens mágicos, equipamentos, além de uma série de dicas sobre personagens do seu gênero. Após o Complete Adventurer, foram lançados até o Complete Mage e o Complete Scoundrel. Esses novos suplementos têm como base livros anteriores da série. No caso do Complete Scoundrel, o livro que serve de base é o Complete Adventurer, voltado para classes como o ladino, bardo ou qualquer outro tipo de personagem que tenha nas perícias sua principal fonte de poder ou versatilidade.
Uma característica desses novos Complete é que todos trazem alguma mecânica inédita para o D&D. Em Complete Scoundrel, essa nova mecânica são os skills tricks. Em termos de visual, Complete Scoundrel segue o padrão de seus antecessores. Trata-se de um livro de capa-dura totalmente colorido.

Qual é a tendência de Jack Sparrow? E do Batman?
Ao invés de novas classes básicas, Complete Scoundrel se preocupa em seu primeiro capítulo em detalhar os vários tipos de scoundrels encontrados em filmes e romances, além de fornecer dicas para se construir tais personagens em D&D.
A palavra scoundrel não possui uma tradução exata para o português, mas pode significar salafrário, malandro, patife ou espertalhão. Exemplos famosos são Jack Sparrow em Piratas do Caribe e Han Solo em Star Wars. Scoundrels são famosos por suas línguas afiadas, mentes ligeiras e planos ousados. Com base nisso o suplemento traz o que se poderia chamar de Os Mandamentos de um Scoundrel – coisas como “nunca siga as regras”, “evite lutas de igual para igual”, “confie em seus instintos” etc. E aqui temos um importante lembrete, scoundrels não são obrigatoriamente personagens caóticos e neutros. Pode se construir, sem problemas, personagens scoundrels de tendências benignas e mesmo leais. Por exemplo, um scoundrel leal e bom é alguém com um código de honra e justiça pessoal, que não se importa em quebrar regras menores em nome da defesa daqueles em necessidade.
Provavelmente a parte mais divertida do livro é a que traz exemplos de scoundrels famosos de cada tendência. Tudo bem que não deve ser surpresa que Jack Sparrow realmente é caótico e neutro, mas você sabia que James Bond é leal e neutro e o Batman é leal e bom? Ou ainda que Lara Croft seria neutra e Riddick é caótico e maligno? Por tendências serem uma das partes mais polêmicas e controversas de D&D, muita gente provavelmente não concorda com as informações acima. Mas que atire uma pedra aquele que nunca passou um bom tempo discutindo entre amigos uma determinada tendência “X” para um personagem famoso “Y”.
O capítulo dois cuida das classes de prestígio. São 13 ao todo. As classes seguem um esquema diferente, com informações sobre como interpretá-las, combate, evolução, recursos, membros da classe no mundo e na campanha, o que outros sabem da classe, como modificá-la etc. O resultado é que cada classe acaba ocupando quatro ou mais páginas.

Leia a matéria completa na Dragão Brasil 122.